UMA HISTÓRIA DE NATAL

Esta semana o presente para todos nós vem do Dr. Amilton, aquele das histórias fantásticas do blog De Boca Aberta. E como não poderia ser diferente, ele criou uma história que claro tem tudo a ver com o Natal e com aquilo que ele deseja a todos que o cerca. No meio de tantos afazeres Dr. Amilton reservou um tempo e atendeu ao meu pedido. Ao Dr. Amilton, obrigado e que nossa amizade seja cada vez mais fortalecida no ano que se inicia. Um grande abraço!

De Boca Aberta e suas histórias fantásticas...

Um panetone, um natal e muitos sonhos

Falar de épocas como o Natal sempre me remete à nostalgia de um tempo amplificado por bons sentimentos, por paz, amor e desejos.

Nada mais completo se eu puder transfigurar tudo isso através da história do Natal dele, o paciente. Então, assim, começa a história de Júnior:

Quando entrou  a primeira vez no consultório odontológico, Júnior não soltou uma única palavra. Seus 12 anos de vida começaram a ter roteiro  a partir da segunda visita, quando perguntei por sua mãe, e a resposta veio rápida:

– Mãe? Eu não tenho mãe doutor, eu moro com minha irmã, e foi ela que me trouxe até aqui…

– Certo! Tudo bem, então…

E depois dessas poucas palavras trocadas Júnior mostrou-se cada vez mais à vontade para perguntar, e as dúvidas eram muitas. Do instrumental  do consultório ao procedimento que iria ser feito, tudo era motivo de conversa. Até que um dia ele perguntou se podia pedir algo. Eu respondi que sim, e ele continuou:

-O senhor poderia me ajudar numa coisa?

– Sim, claro, se estiver ao meu alcance.

– Pois é, eu quero muito uma coisa,mas não sei nem chamar o nome, já vi muitas vezes na televisão, nas novelas e até nos desenhos…(putz, pensei, ele vai me pedir de presente um daqueles vídeo games ou carros voadores caríssimos, estou ferrado).

-Sabe, quando tiver perto do Natal, o senhor poderia me ajudar a comprar um daqueles bolos que vendem por ai, eu quero muito que minha família coma comigo igual aparece na TV.

– Um panetone?

– Isso mesmo, esse nome mesmo! Deve ser gostoso né, doutor, comer aquilo?

Talvez eu tenha errado ao pensar, imaginar algo material e caro para ressignificar o natal de uma criança carente, mas também, talvez, impulsionado por uma época tão “midiática” em termos gerais, que por vezes, e muitas  vezes, tantas pessoas esquecem do valor máximo de tudo… E indiferente de religião, ou de qualquer outra coisa, o que vale mesmo é o que está dentro de nosso espírito. São nosso valores, são nossos sonhos, simples ou não que nos impulsionarão a continuar, sendo natal ou não.

Talvez os sonhos de Júnior não passem de um simples pedaço de panetone, mas que a união em torno desse  desejo possa trazer paz no coração  dele e de tantos outros que sonham, que desejam.

Que nossos sonhos se tornem reais, feliz natal e muita paz!


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